
A Biologia é um ramo do conhecimento que exerce grande fascínio em todos que nela se aprofundam, pois tenta explicar os fenômenos ligados à vida e à sua origem. Inicialmente, a biologia tinha um caráter mais contemplativo e descritivo da natureza, no entanto, hoje, os diversos avanços tecnológicos têm permitido um estudo mais investigativo e detalhado dos seres vivos e dos processos biológicos.
Devido à grande diversificação e especialização das áreas de estudo da biologia, é pouco provável que uma única pessoa consiga deter todos os conhecimentos disponíveis nessa grande área. Essa diversificação levou ao surgimento de uma infinidade de termos e conceitos específicos em cada subárea. Infelizmente, o estudante que está iniciando na Biologia, muitas vezes se perde nessa terminologia e acaba por não se entusiasmar com a beleza do conhecimento em biologia. A estrutura do nosso ensino médio e a forma de acesso ao terceiro grau tem estimulado esse tipo de atitude. É nosso dever, portanto, mostrar ao estudante recém ingresso na universidade que a Biologia é bem mais do que uma simples "decoreba" para passar no vestibular.
A biologia está presente no nosso dia-a-dia e influencia diretamente as nossas tomadas de decisão, mesmo que não se perceba de pronto. Mas basta observarmos o consumo de bebidas alcoólicas, drogas, alimentos geneticamente modificados, agricultura orgânica, AIDS, gravidez na adolescência, higiene, prática de atividades físicas, preservação do ambiente, poluição, são temas que facilmente explicados com os conhecimentos advindos da biologia. Portanto, o estudo desta ciência requer uma postura mais crítica, para que possamos entender os processos biológicos por uma visão holística e assim tomarmos decisões mais coerentes com a realidade que nos cerca.
A Importância do Estudo da Biologia
Novo método estuda diversidade dos homens de Neandertal

Cientistas estimaram que um total inferior a 3,5 mil fêmeas de Neandertal capazes de ter filhos viviam simultaneamente na Europa entre 70 mil e 38 mil anos atrás - e utilizaram para o cálculo um método mais rápido e potencialmente muito mais barato do que sequenciar genomas completos.
Celebridades científicas como Craig Ventner podem ter passado por sequenciamento completo de seus genomas, mas os restos dos homens de Neandertal são fragmentários e estão contaminados demais para propiciar bom custo/benefício ao trabalho de sequenciamento de seus genomas, de acordo com Adrian Briggs, aluno de pós-graduação no laboratório de genética evolutiva de Svante Paabo, no Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig, Alemanha.
Briggs e colegas da Espanha, Croácia, Rússia e outras instituições da Alemanha optaram por identificar sequências curtas do genoma dos homens de Neandertal a fim de estudar a diversidade genética entre cinco espécimes localizados nesses países.
A técnica de sequenciamento adotada, conhecida como captura de extensão primal, compara sequências alvos escolhidas em um genoma de referência -no caso um genoma mitocôndrico previamente sequenciado para os homens de Neandertal - com DNA extraído e amplificado de uma nova amostra, tal como um osso da perna de outro Neandertal.
O estudo, publicado pela revista Science, também submete o novo método a teste ao tentar resolver questões quanto à diversidade dos homens de Neandertal.
Espécie estreitamente aparentada
Os pesquisadores utilizam a diversidade genética como um relógio que permite avaliar por quanto tempo grupos de indivíduos viveram distantes uns dos outros. Quando a equipe comparou a diversidade genética do DNA mitocôndrico, ou mtDNA, de seis indivíduos Neandertal, encontrou diversidade muito menor do que se poderia esperar entre seis amostras de europeus modernos encontrados em dispersão semelhante.
A diferença implica em que, entre 70 mil e 38 mil anos atrás, as comunidades de homens de Neandertal vivessem em bolsões menores e mais isolados. A equipe estima que entre 2,7 mil e 3,5 mil fêmeas capazes de gestação convivessem a um só tempo na região como parte da população total, que incluiria também suas famílias e outros homens e fêmeas de Neandertal incapazes de procriar. A estimativa da equipe quando ao número de fêmeas capazes de procriar é semelhante à de uma avaliação anterior com base no genoma de um único homem de Neandertal.
Tanto Degioanni quanto Briggs esperam que futuros estudos de DNA nuclear, material mais complexo e que contém mais variações, ajudem a dirimir de maneira mais definitiva a questão da diversidade.
Paleogenômica para as massas
Briggs, Paabo e seus colegas são parte do Projeto do Genoma Neandertal, um consórcio internacional que está trabalhando para sequenciar todo o genoma dos homens de Neandertal. Em companhia de um projeto paralelo comandado por Edward Rubin no Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, em Berkeley, Estados Unidos, as equipes sequenciaram extensas seções do genoma Neandertal nos últimos anos, utilizando métodos de divisão do DNA em pequenos fragmentos, que são sequenciados, montados e comparados em busca de sobreposições.
Os grupos estimam o momento em que a evolução dos Neandertal e dos seres humanos divergiu, e estudam traços físicos que podem estar codificados no genoma Neandertal, tais como cor de cabelo e capacidade de fala.
O método continua a ser o mais eficiente para a obtenção de uma sequência genômica plena. Mas aplicá-lo a amostras tão antigas pode ser difícil, dada a contaminação destas por DNA distinto. Briggs diz que "é preciso remover muitos resíduos antes de encontrar uma sequência que interesse. Um osso que estudamos pode conter até 99% de DNA bacteriano". DNA de humanos modernos também pode contaminar as amostras.
O biólogo Tom Gilbert, da Universidade de Copenhagen, Dinamarca, concorda. "O método em geral garante que os nucleotídeos sejam sequenciados múltiplas vezes, permitindo que uma sequência precisa seja obtida", diz. Porque Briggs e seus colegas conseguiram utilizar o método para os Neandertal, Gilbert afirma que isso pode levar outros pesquisadores a retornar a amostras anteriormente estudadas de outras espécies paleolíticas, como o mamute.
Projetos de sequenciamento completo, como os mencionados anteriormente, requerem verbas significativas para cobrir o custo do sequenciamento de todo o genoma, um trabalho dispendioso. Mas Gilbert diz que a alternativa mais barata de captura de extensão primal, somada a outras abordagens que estão em desenvolvimento e se baseiam no uso de métodos de sondagem, pode representar "um passo essencial para abrir o estudo da paleogenômica às massas".
Tradução: Paulo Migliacci ME
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Aranhas Não Mudam!

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Riverside e da Universidade de Wyoming, descobriram que a base para a receita do fio remonta aos primeiros "tecedores de círculos" surgidos há 125 milhões de anos e que há muito pouca coisa a ser melhorada nesta receita, conforme matéria publicada na revista Science e Jornal The New York Times de abril 2001
Também decifraram proteínas de fio a partir de diversas espécies de linhagens antigas e primitivas de aranhas, que remontam a 400 milhões de anos, notando algumas diferenças, o que confirma a existência de ampla variedade de tecidos que ainda estariam por ser descobertos entre as 35.000 espécies de aranhas existentes.
Sem temperaturas muito elevadas, pressão exagerada ou poluição, as aranhas são capazes de produzir uma corrente contínua de seu fio, uma das fibras mais poderosas que existem: Por ser leve e elástico, é mais forte do que o aço, porém é facilmente reciclável, e poderia em diversas circunstâncias substituir o plástico.
"Ela é benéfica ao ambiente e é uma superfibra", afirma o Dr. David P. Knight, um pesquisador da Universidade de Oxford, Inglaterra.
Porém, extrair a seda da aranha para utilização comercial é algo bastante problemático. As aranhas, por serem predadoras, não vivem próximas umas às outras, o que inviabiliza centros de produção de larga escala.
Mas, algo deve ser registrado: apesar de todo nosso progresso industrial, as aranhas continuam sendo as melhores fabricantes. "Elas estão no ramo há 400 milhões de anos", afirma o Dr. Knight, de Oxford. "Trata-se de um longo período de pesquisa e investimento".
Fonte: The New York Times - Kenneth Chang
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Serpentes

Tem como características principais a ausência de membros locomotores, pálpebras móveis e orifício auditivo (não tem pernas e braços, ouvidos e pálpebras) e uma característica especial que faz com que tenham uma grande abertura da mandíbula, possibilitando engolir presas maiores que sua boca.
As serpentes possuem aproximadamente 200 vértebras, podendo chegar a mais do que isso nas grandes serpentes como as sucuris. A pele é muito elástica e dilatável, o que vai auxiliar também na alimentação quando engolem presas muito grandes.
Habitam todas as regiões da Terra, como nos mares, terra e rios, sendo mais encontradas em climas quentes, mas aparecem em climas temperados ou frios.
Não mastigam suas presas, usam os dentes apenas para segurar o alimento, onde nessa etapa o veneno age com uma ação digestiva, sua língua é alongada e bífida que tem como função recolher partículas que são levadas a um órgão sensorial (órgão de Jacobson) que tem função entre olfativa e gustativa.
As serpentes mesmo depois de mortas, apresentam movimentos reflexos, contraindo seus maxilares, o que pode ser perigoso quando se tratar de uma serpente peçonhenta, que pode ter o risco de conter veneno nos dentes inoculadores.
O órgão sensorial mais importante das serpentes peçonhentas, com exceção da coral verdadeira, á a fosseta loreal, que é um sistema termo-receptor bem desenvolvido. É através da fosseta que elas percebem a aproximação de animais, principalmente os de sangue quente. Conseqüentemente usando para defesa e procura por alimentos.
As serpentes podem ser ovíparas (põem ovos), ocorre três a quatro meses de fecundação, depois os ovos são depositados e envoltos por um líquido viscoso que os mantém unidos, a desova é feita em locais úmidos e quentes onde as serpentes abandonam seus ovos, com exceção das surucucus. Os ovos incubarão num período de aproximadamente de três meses ou mais. e ovovivíparas (os filhotes se desenvolvem quase que inteiramente dentro do oviduto, ainda no próprio ventre materno), esse processo demora mais ou menos três meses ou mais para incubar até o nascimento dos filhotes.
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Ornitorrinco

Conhece-se apenas um, pertencendo à ordem dos Monotrematos, que possa ser considerado como portador de um aparelho venenoso, é o Ornithorhynchus paradoxus ou Ornitorrinco.
Tem a cabeça munida de um bico de pato achatado, com dois dentes cornificados. O seu rabo é largo e plano; os seus pés são curtos e munidos de cinco dedos com unhas reunidas por uma membrana.
Vive exclusivamente na Austrália. Nada habitualmente e alimenta-se de vermes e pequenos peixes.
Os machos possuem nas patas posteriores um esporão com um orifício na sua extremidade. O esporão liberta, quando o animal deseja, um líquido venenoso secretado por uma glândula situada ao longo da coxa e com a qual o esporão comunica por um longo conduto subcutâneo.
O veneno do Ornitorrinco é bastante fraco e no Homem causa dores, mas nunca a morte.
O animal crava os seus esporões por meio de uma forte pancada dada com as patas, para trás, sendo a sua função possivelmente defensiva e não representando uma adaptação predatória, pois, tanto pela posição como pelo tipo de presas de que se alimenta, o Ornitorrinco não é adequado para a caça.
Para um observador pouco versado em zoologia, a presença do esporão e da glândula venenosa pareceria implicar uma semelhança com os répteis; contudo, a semelhança não é mais do que superficial, pois tratam-se de estruturas distintas num e noutro caso.
É interessante referir que o esporão está presente em ambos os sexos quando são jovens, mas, mais tarde, degenera na fêmea.
A toxicidade é muito fraca, menos cerca de 5.000 vezes menor que a do veneno das serpentes australianas.
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Abelhas

As abelhas de origem alemã (Apis mellifera mellifera) foram introduzidas no Brasil em 1839. Posteriormente, em 1870, foram trazidas as abelhas italianas (Apis mellifera ligustica). Essas duas subespécies foram levadas principalmente ao sul do Brasil.
Já em 1956, foram introduzidas as abelhas africanas (Apis mellifera scutellata), identificadas anteriormente como Apis mellifera adansonii.
As abelhas africanas e seus híbridos com as abelhas européias são responsáveis pela formação das chamadas abelhas africanizadas que, hoje, dominam toda a América do Sul, a América Central e parte da América do Norte.
O veneno da abelha é um dos mais conhecidos venenos dos Himenópteros. Os procedimentos modernos de bioquímica mostraram que se trata duma substância muito complexa.
Na pele dos animais e do Homem, a injeção do veneno provoca: dor, calor, tumor, rubor.
O veneno da Apis mellifera é uma mistura complexa de substâncias químicas com atividades tóxicas.
São agentes bloqueadores neuromusculares. Podendo provocar paralisia respiratória.
As reações desencadeadas pela picada de abelhas são variáveis de acordo com o local e o número de ferroadas, as características e o passado alérgico da pessoa ou animal atingido.
Habitualmente, após uma ferroada, há dor aguda local, que tende a desaparecer espontaneamente em poucos minutos, deixando vermelhidão, por várias horas ou dias.
Existem pessoas muito sensíveis ao veneno das abelhas, podendo levar a morte por choque anafilático ou pelo edema de glote.
O veneno remonta aos tempos mais antigos. O veneno de abelha tem sido objeto de um grande número de investigadores de caráter medicinal.
Existem já estudos de parte da composição química e sua atividade fisiológica no Homem e nos Animais.
Em vários países utilizam-se de medicamentos preparados com princípios ativos do veneno de abelha.
São utilizados em inúmeras situações, como reumatismo agudo e crônico e artroses.
As picadas de abelhas são muito freqüentes, a sua benignidade é regra e a gravidade é a exceção, no entanto, não podemos ignorar a possibilidade de morte após uma picada. Mas, nem todos os efeitos do veneno de abelha são negativos. As picadas não são apenas malignas.
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Onça Pintada

Onça pintada * espécie ameaçada
Nome científico: Panthera onca
Onde vive: savanas, florestas úmidas às margens de rios e ambientes campestres desde a Amazônia e Pantanal até os Pampas Gaúchos.
Quanto pesa: 36 a 158 kg
Filhotes: 1 a 4 por gestação
A onça pintada ou jaguar, possui hábitos noturnos e é solitária. Necessita de pelo menos 2 kg de alimento por dia. Excelente caçadora e nadadora, costuma abater pacas, catetos, capivaras, veados e até peixes, selecionando naturalmente as presas mais fáceis de serem abatidas. Pode também caçar macacos e aves. É muito cautelosa, para abater a sua vítima desloca-se contra o vento e, aproximando-se silenciosamente, surpreende a presa saltando sobre seu dorso. Na época de reprodução, as onças perdem um pouco os hábitos individualistas e o casal demonstra certo apego, inclusive cooperando mutuamente na caça. Normalmente, o macho separa-se da fêmea antes dos filhotes nascerem. Apesar de tão temida, foge da presença humana. Vive em média 20 anos.
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